(1973) Secos & Molhados - Secos & Molhados

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Escolhi começar este blog com um dos álbuns que acho essenciais para se conhecer música brasileira. Mesmo que não nos atenhamos somente à música brasileira, decidi começar com este pois é uma verdadeira obra prima musical e poética. Em minha humilde opinião é o melhor trabalho de Ney Matogrosso e um dos principais álbuns do que seria conhecido como 'rock progressivo' brasileiro.

Mas não apenas por isto. O álbum de estréia deste grupo é histórico por já nasceu da união da poesia de autores como Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira e João Apolinário, pai do idealizador do grupo João Ricardo, com danças e canções do folclore português e de tradições brasileiras, além de uma execução instrumental exuberante.

Em seu checklist traz as músicas mais famosas do grupo, tais como "Sangue Latino", "O Vira", "Assim Assado" e "Rosa de Hiroshima". O disco, assim como a própria banda, surgiu em meio a um tempo de censura e Ditadura Militar no Brasil, ao que também retrata a liberdade de expressão, o racismo e as guerras. 

Secos & Molhados  foi um fenômeno de vendas para a época, é o LP mais famoso da banda e também, aquele que os projetou no cenário nacional e vendeu mais de 1 milhão de cópias pelo país (mais de 1500 só na primeira semana).

Nota: 10/10


Músicas:

01 - Sangue Latino
02 - O Vira
03 - O Patrão Nosso de Cada Dia
04 - Amor
05 - Primavera nos Dentes
06 - Assim Assado
07 - Mulher Barriguda
08 - El Rey
09 - Rosa de Hiroshima
10 - Prece Cósmica
11 - Rondó do Capitão
12 - As Andorinhas
13 - Fala

Banda:

Ney Matogrosso - vocal
João Ricardo - violões de 6 e 12 cordas, harmônica de boca e vocal
Gerson Conrad - violões de 6 e 12 cordas e vocal
Marcelo Frias -- bateria e percussão
Sérgio Rosadas - flauta transversal e flauta de bambu
John Flavin - guitarra elétrica e violão de 12 cordas
Zé Rodrix - piano, ocarina, acordeão e sintetizador
Willi Verdaguer - contrabaixo elétrico
Emilio Carrera - piano


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